domingo, 29 de janeiro de 2012

I miss you more than i thought was possible!!!



Faz hoje 1 ano que partiste meu querido avô... mas a dor que ficou, ainda doí demais... uma ferida que não sara... uma saudade que corroí...
Recordo por momentos a imagem daquele velho senhor, não esqueço em tempos aquele nobre lavrador... Lembro as suas mãos marcadas a ditar-me como um dia ser homem como empunhar uma enxada para produzir o que todos comem.
Removíamos a terra para semear de que eu muito me orgulhava, foi contigo que aprendi a trabalhar cavando com uma enxada olhava-mo-nos como pai e filho unidos para fazer algo sem exclamação e a este meu avô amigo escrevo estas palavras de admiração, estou grato para contigo sempre, o que por mim fizeste um dia... Sei que algures tu também o sentes quanto eu te queria bem... Recordo ainda este velho senhor com a mesma saudade da minha infância de sentir na pele o suor do lavrador que partilhava os meus sonhos de criança para ti meu avô meu grande amigo, deixo aqui de passagem, nunca o suficiente para contigo... Apenas...A minha justa homenagem...
Eterna e insaciável saudade... 

p.s.Carpe Diem

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Perfect Sense...


Faz todo o sentido, sentir... amar, 
sofrer, dar, sentir saudades...
Saudades...
De uma noite de verão,
quando as flores abrem suas pétalas, unindo-se à brisa
Para num aplauso perfumado, receber a lua cheia
Que brinca no céu, ofuscando o brilho das estrelas.
De um lago perdido em algum canto da memória,
Do cheiro de terra molhada e Alecrim amassado,
Arrepiando o corpo na sensualidade da natureza.
Da explosão sensual de cores no horizonte,
Ao despertar do astro rei, repleto de luz e calor...
Das ondas quebrando no silencio da madrugada,
Esculpindo na rocha figuras fantásticas,
Talhadas pelo pincel de misterioso e invisível artista.
Saudade...
De mistérios desvendados, criando enigmas ainda maiores.
Da poesia que se esconde em cada verso não composto,
porém, vivido e compartilhado.
Saudade que é a oração e também o milagre...
A água pura da fonte mais profunda,
Que tem no sabor o mistério da terra.
Saudade do escuro da floresta, que hipnotiza e acalma...
Do silencio e do suspiro que escapa da noite,
Da procura e da resposta...
Saudade...
O que transcende o tempo e as memórias
O que transcende o silêncio do que é abafado por
Interesses questionáveis
O que transcende a própria saudade de sentir...


Sentir...
É atingir o inatingível,
decifrar o indecifrável,
transpor o intransponível,
explicar o inexplicável,
compreender o incompreensível,
violar o inviolável,
profanar o mais sagrado.
E viver a plenitude do inusitado...

Para ter sentimento...
Quebrei todos os preceitos,
livrei-me de preconceitos,
rompi barreiras,
transcendi fronteiras,
desagravei as leis,
desacatei princípios,
desmoralizei os fatos,
repudiei valores.
Morri de amores...

Sem Sentir...
É ver o amanhecer sombrio
trazendo a luz de um sol sem brilho...
É ver a noite sem o prata da lua
e o breu nocturno de estrelas apagadas;
fantasias pelos cantos, desperdiçadas,
entre sonhos vazios, solitários, vagos.
É viver com a sensação de ter morrido;
é morrer como se não houvesse nascido...

Sentir é muito mais do que um sentimento
é viver...



p.s. Carpe Diem

Antes de o amanhecer acabar...



Hum doce amanha... meu alento,
Minha poesia precisa de vento,
de abelhas e passarinhos,
porque, é como semente...
A esperar pelo momento,
enquanto espalham-se os caminhos,
de germinar em nascente.
Quem sabe onde? Não sei...
Quem sabe são as abelhas,
os passarinhos e o vento...
Onde o acaso é rei.
Em qual girar do remoinho
irá acender-se a faisca.
Longe do olhar meu,
ou de todos que conheço,
talvez floresça outra poesia,
sem importar de onde se deu
e com o frescor do começo.
Todo o amor que em si trazia.
Flores que o acaso semeia,
assim é o que enquadro
e que sobrevive além de mim,
emoldurado na emoção alheia.
É espelho é não quadro.
A imagem a si pertence,
o espelho empresta-lhe a face,
e cada reflexo, espelha diferente...
Sementes e espelhos, poesia “non-sense”
que as abelhas e ventos dá-se,
Até florirem num reflexo apenas...

Apenas...Apenas???
O que é um apenas?
Se no mínimo, nada é sólido.
Pois, entre as células há espaços,
entre os milhões de milhões de dezenas,
átomos flutuam, no inteiro inválido.
Orbitando por magia e não por laços.
O que nos mantém inteiros?
Se as partículas soltas giram
na atração de micro galaxias orbitam,
a compor o barro, vaso, flor e oleiro,
o sábio e os que deliram...
Sendo todos do mesmo, e diversos resultam.
Mas isto, não impede de dizer-mo-nos um.
O paradoxo, verdadeiro pode ser...
Se nada é inteiro, o todo é unido.
Então, o que nos difere do comum,
de electrões gravitando no vazio, 
preenchido de coisa nenhuma... ?
O pensar, etéreo, o querer puro e fluido.
Por isso, quando enluvados de amor
nos sentimos plenos; o querer move a balança.
"És parte de mim, por tu és: “Nós”."
E isto, é o mais próximo em teor
do inteiro. E há esperança
de dois formar um, e mais que sós.
Enquanto...

O sol a iluminar o oceano
faz meu espírito dourar
quebrando o escuro desengano
com sua luz em meu rosto,
trocando a vida pelo brilho fosco,
reacendendo a chama que de repente
tende a tremular e a apagar-se.
No topo da mansidão celestial
abre-se em leque, intensa luz,
inimaginável cerimonial,
a reverenciar o astro rei
reflectindo a paz que desacreditei,
aquecendo meus frios passos nas águas
flutuantes de um mar que nunca naveguei.
Ondas profundas dissipando brumas,
a embeber de brancas espumas,
penetrantes e insólitas, a pele esfacelada
de dias sombrios pela ausência do sol,
quebrando na areia o cheiro de sal,
retrocedendo ondulantes em direção horizontal
onde se confundem céu, sol e mar.
Ponto de encontro de aves marinhas
que ao cair da tarde juntas se aninham
sem nunca manchar o azul
nem macular o branco,
mostrando a alegria de um mundo brando
deixando no ar vestígios da paz
num voar tão leve que no céu descreve
tanta simplicidade a me tocar o coração.








p.s. Carpe Diem


Dear Grandfather,

Querido Pai Natal, gostaria de pedir que entregasses esta carta ao meu Avô que partiu para o céu e não voltou mais. Dizem que ele é uma estrela a cintilar somente para mim e que é meu anjo da guarda e que zela por mim ao lado do Pai do Céu. 
É Pai Natal o que te peço pode ser impossível e difícil, mas dizem que és amigo do Menino Jesus e ele realiza alguns dos teus pedidos. Eu fui um menino bem comportado...
Eu tenho muitas saudades das nossas conversas, do estar com ele à beira da lareira, nos aquecendo e comer os nossos amendoins . Sinto saudades do seu abraço e do seu aconchego, do olhar meigo e paciente contando histórias, até minhas pálpebras não aguentarem abertas e adormecer.
Pegava em mim ao colo e levava para a cama, pacientemente, antes pedia que rezasse ao meu anjo da guarda pedindo por todos os que eu amava. O meu anjo esqueceu de mim e levou o meu avô para o céu e fiquei muito triste mesmo!!! 
Sabes Pai Natal, era o meu avô que ensinou a sonhar, ele ensinou que podemos realizar os nossos sonhos, dizia sempre com sua voz segura:
-Ora meu menino só quem sonha acredita, acredita num mundo fantástico onde existe a magia e o mistério do acontecer. 
Nunca mais esqueci sua frase até hoje, foi no seu ensinamento que eu achei que podia fazer isto enviar uma carta ao meu avô.
Aqui vai:



Querido Avô:


Meu querido avozinho queria matar a minha saudade de ti, dos teus belos contos de histórias sejam reais ou imaginários onde sempre aplicavas alguns ensinamentos de vida. Sei que foste um bom homem nesta vida aqui, como dizem os adultos, tu plantaste arvores e deixaste filhos, mas não escreveste um livro, mas um dia eu o farei ainda por ti. Pode ser? 
Eras um mestre, um dos melhores mestres, ensinaste-me a ser um bom filho no mundo, confesso que muitos dos teus ensinamentos passaram à geração futura das nossas crianças. 
Avozinho lembra das nossas tardes, de mexer na terra, ensinares a semear, adubar e ver reproduzir as plantinhas? Claro que tu te lembras, eu jamais consegui esquecer e muito menos um dia quando cheguei a chorar desvairadamente porque a minha planta preferida morreu. 
Sorrindo e com a tua calma explicaste que tudo nasce, cresce, reproduz e morre e que essa a certeza da vida. Pegaste na minha mão pequenina e fizeste-me apanhar um punhado de terra, ensinando o valor dela em tudo. 
Dizias da terra vens e a terra, tu vais, parar. Assustado eu não percebia e queria entender e coitado de mim quando tu morreste, eu já entendi... 
Lembro das nossas vindimas, onde tu me fazias rir com as tuas brincadeiras, com o teu cavaquinho tocando e dançando no lagar enquanto fazíamos vinho. 
Lembro-me do Natal, onde juntos fazias o presépio comigo, cada figurinha era eu que escolhia o lugar. Quando terminávamos era eu que acendia as luzes e era uma festa. 
Ainda recordo cada historia que me contava sobre, a época do Natal e sua magia, ensinaste com isso a ter esperança no dia a dia e nas pessoas. 
Lembro do jardim repleto de neve, de tu partires os cavacos para colocares a lareira. 
Ainda consigo ver teu rosto e tua mão pegando na minha e entrar na igreja para ouvir a missa de domingo, ficavas orgulhoso eu só querer ir contigo. Eu ficava parecido um pavão de tanta felicidade e quando paravas para dar um doce a minha escolha? 
Por muitos doces que eu possa comer nunca mais comi um com aquele sabor. 
Avozinho poderia ficar aqui a falar muitas mais coisas e que coisas nós vivemos os dois, nunca senti tanto amor como aquele que transmitias para mim e é esse amor que sinto saudade. Saudade porque um avô assim como tu seja único e talvez por isso eu ainda seja a criança que acredita na Magia do Natal e queria dar-te um abraço muito apertado e ficar em teu colo nem que seja um segundo apenas. 
Avozinho só queria dizer que eu amo-te e sinto falta de ti 
Beijinhos e escuta as minhas preces feitas a ti antes de dormir. 


p.s. trago-te sempre em meu coração... descansa em paz.

                                          



Carpe Diem

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Mais do Que Um Simples Olhar!!!


O que vês?
...
...
...
Agora abre os olhos e VÊ REALMENTE!!! não olhes apenas... observa... 
O que te diz um olhar? 
Sente-o... absorve-o... deixa-te absorver...
Quem é capaz de sentir quando da boca de um amigo saem  palavras de alegria e de bem-estar, enquanto no olhar diz precisamente o contrario? 
Dizem que os olhos são o espelho da ALMA...
Dizem também que as mais belas palavras
São ditas no silêncio de um olhar,
A principal de todas elas é dizer,
QUE PARA SEMPRE VOU TE AMAR
Mas já imaginas-te o quanto bom seria se o olhar falasse?
Na realidade ele fala...
A fala do olhar não mente, pois vem directo do coração.
A fala do olhar é pura e não traz a ilusão.

Um Olhar...
Um olhar mostra-nos a verdade
Um olhar faz-nos perceber se é sincero
Um olhar transmite alegria
Um olhar transmite tristeza
Um olhar faz-nos amar
Um olhar faz-nos sofrer
Com um olhar percebemos o mundo à nossa volta
Com um olhar descubro o que é belo
Com um olhar percebemos a sinceridade
Com um olhar demonstro desejo
Com um olhar demonstro o que quero.
Num olhar chega-se ao paraiso.
Por um olhar conta-se as estrelas do ceú.
Por um olhar chora-se, canta-se e ri-se.
Por um olhar nos apaixonamos.
Por um olhar amamos...

Tem um brilho de encantar
Na terra…no ar…no mar
Em qualquer lugar ele faz sonhar...


Existe o olhar de alegria
Que a todos contagia


Existe o olhar de ternura
Que é a própria candura


Existe o olhar de desejo

Que seduz e faz sentir o beijo
Existe o olhar de cumplicidade
Encontrado numa bela amizade

Existe o olhar cheio de pureza
Na inocência da criança e sua beleza

Existe o olhar de tristeza
Causado pelas amarguras da vida

Existe o olhar de esperança
Que idealiza tempos de bonança

Há momentos que só um olhar diz tudo.!!!
O olhar diz mais que mil palavras...



De um simples olhar, a imensidão do amar...
A eternidade daquele misterioso mar 
Em que sentes vontade de mergulhar... 
E a vida se modifica.
Tudo se edifica.
Detalhes nunca vistos
Passam a ser percebidos
Em desmedida proporção
E multiplicam-se em cores,
Em flores, em esplendores,
Em reluzentes espectrais,
Reflectores de emoções,
Sentimentos indescritíveis,
Frágeis cristais,
E incandescentes vulcões.
Por vezes...
De um simples olhar, a delirante paixão...
E o desejo sufocante de estar sempre perto,
O frenesim inquieto,
Os tremores irrequietos,
Arrepios, vibrações, calafrios,
A química que impele,
O calor queimando a pele...
Olhar que atravessa os poros,
Desnuda o corpo , invade a alma,
Descompassa o coração,
Que predomina e só se domina
Quando não se dá por vencido
E se vê compreendido.
Ah o que tem o olhar...
Aquele brilho intenso de olhar
Ah o olhar belo e quente
Lindamente claro como o luar
E envolvente como o pôr-do-sol
Ah o que tem o olhar...
Que embriaga de luz
Que atrai, afaga, seduz
De maneira deliciosa, louca!
Ah minha loucura é o olhar
Minha tortura é o olhar...
Um olhar tem vários mistérios. 
Um olhar pode nos anunciar.
Um olhar é a tradução de lábios.
Um olhar pode julgar, até condenar.
Um olhar pode ser cativo, nocivo, perigoso
Um olhar pode ser atraente, potente.
Um olhar pode ser sedutor, como amor.
Um olhar pode ser uma flechada no coração.
Um olhar pode nos levar à perdição.
Um olhar pode deixar dúvidas, vontades.
Um olhar pode dizer sobre os nossos sentimentos.
Pode ser um caminho, para uma amizade.
Pode ser obscuro agressor.
Um olhar pode ser mais fatal que o toque.
Um olhar pode ser benção, como maldição.
Um olhar pode ser o inicio e o fim.
Um olhar pode enfeitiçar, como espantar.
Um olhar pode falar, como se silenciar.
Um olhar é verdadeiro.
O olhar assim como a boca, tem que se manter,
Equilibrado, para não cometer, a força do pecado.
Um olhar tem várias distinções. Cabe a nós,
Segurar a emoção. E proteger o coração!
Um olhar, bem cuidado visado.
Pode trazer ao coração, bons resultados!
A beleza vista de um olhar, depende de quem,
Esta por trás dele a observar.
Um olhar pode dizer tudo, como também nada!
Esse é o mistério de um olhar!
Depende de quem, esta à observar! 

No lindo mar da sabedoria.
No intenso azul do mar,
Viajo pela imensidão da terra
Em busca do teu olhar !!!!!


p.s. Carpe Diem

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A Mulher...






Sou Homem, e por esse facto
Tenho o dever de homenagear 
O sexo oposto... 
O seu nome é MULHER!
Deus fez a sua melhor criação...
Criou a primeira e mais bela arte,
A beleza no seu estado puro, 
Para poetas inspiração
Para outros uma perdição
Uma força de motivação
No princípio era a Eva
Criada para a felicidade de Adão
Mais tarde foi Maria
Dando à luz Aquele
Que traria a Salvação
Mas isso não bastaria
Para ela encontrar perdão.
Passou a ser de Aljubarrota 
A mulher de verdade
Para a sociedade
Não tinha a menor vaidade
Mas sonhava com a igualdade.
Muito tempo depois, decidiu:
Que não dava mais!
Queria a sua dignidade.
Tinha os seus ideais!
Hoje, não é só esposa ou filha
É por vezes pai, mãe, sustento de família
É camionista, taxista,
Piloto de avião, policia feminina,
Operária em construção civil...
Ao mundo pede licença
Para actuar onde quiser
O seu sobrenome é COMPETÊNCIA
E seu nome é MULHER!


Todo o Homem deve saber valorizar,
Cuidar, proteger, Amar... a Mulher.
O Homem foi criado, primeiro para garantir que
O mundo era seguro, mas logo nos sentimos incompletos
Porque nenhum dos dois foi criado para se sobrepor, 
Para se submeter, nem dominar...
Mas sim para se completarem... 






p.s Carpe Diem 





  

Feliz Natal!!!



Bem lá no alto, bem no meio de toda a vasta escuridão do cosmos,
Brilha intensa uma pequena estrela...

Estrela de cinco pontas, em cruz, de braços abertos,
Abençoa os pequeninos de paradeiro incerto.

Derrama magia e brilho na vida dos que têm tecto:
Que venham a cobrir meninos que dormem a descoberto!

Chegam os raios de luz em corações abertos.
Surgem atitudes concretas de muitas almas discretas,

Cuja luz era encoberta por não saber o que fazer.
Mas, no tempo e hora certa, doam um pouco do seu Ser.

Volta a ser realidade, para os que doam afecto,
A vida de plenitude, o paraíso concreto.

Os que recebem amor junto ao pão e à coberta
Agradecem àquela estrela, tão distante, tão alerta.

Pois conhecem o paraíso há muito tempo esperado,
O que foi anunciado pelos sábios e profetas.

O silêncio deste tempo entre imensas harpas e sinos
Abre o coração das pessoas, alegra o coração dos meninos.

Abençoa as famílias, os filhos são mais amáveis,
O coração amoroso abençoa os namorados.

Aquela estrela no céu, com braços abertos em cruz,
Traz a nós a luz maior, o amado Menino Jesus.

Feliz Natal!




p.s. Carpe Diem

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Another Earth


Quem nunca olhou para cima? E não se questionou sobre a sua existência? Se somos apenas nós, como que um privilégio e um castigo há solidão eterna... ou apenas "um desperdício de espaço"... e na possibilidade de existência de mais vidas, a remota probabilidade de existir alguém semelhante a ti? Como seria? O que dirias a ti próprio?...
Pois bem, tive que esperar 14 anos para que pudesse assistir outro grande filme que trata da possibilidade da vida lá fora: desde "Contact", de 1997, nada de muito interessante apareceu… Felizmente agora temos A Outra Terra, de 2011. 
No primeiro, Eleanor Arroway (Jodie Foster) era uma brilhante e incansável cientista que se dispunha a enfrentar tudo para avançar em suas pesquisas e provar que estava certa. No segundo, Rhoda Williams (Brit Marling), uma reles estudante, que talvez até viesse a se tornar ela também uma brilhante e incansável cientista, mas tendo sua vida interrompida por um terrível acidente, passa boa parte do filme tentando provar, especialmente para si mesma, que estava errada, isto é, continuava errada.
O problema é que este “si mesma” sai de cena e entra em cartaz um outro Eu. Sim, descobriram um outro planeta, idêntico a Terra, e todos ficam ainda mais estarrecidos quando descobrem que lá há um outro Eu de todos.
Com uma história bastante original, Mike Cahill mostra a concepção do mundo voltado a um surgimento de outro planeta como o nosso e desenvolve seus profundos personagens, interligados, nessa atmosfera planetária. Brit Marling (que está muito bem no papel), interpreta Rhoda Williams, jovem atormentada por um acto de seu passado que mudou para sempre a sua vida e de sua família. Com uma inteligência acima do comum é por ela que se passa toda a óptica do drama. O americano William Mapother, veterano de Hollywood, tem uma de suas melhores actuações na carreira, na pele do amargurado professor de música da Universidade de Yale, John Burroughs. A relação deles é intensa e um grande segredo fica em cheque com a eminência de uma oportunidade que pode remodelar acontecimentos do passado.
Os actores secundários poderiam ter ajudado a contar melhor essa história. Falta intensidade e mais interação com os principais. A óptica, quase que uniforme, sobre dos acontecimentos do passado atrapalham a concepção do público com a proposta inicial: O aparecimento de um outro planeta. Talvez, por isso, o argumento fique tão confuso em alguns momentos.
O final do filme é no mínimo curioso, deixando algumas sugestões para o espectador. Indicado por conta da originalidade, mas a fita em si é bem mediana.
Confesso que Inicialmente fiquei demasiado empolgado com o que poderia ser o filme, mas compreendo que não tenham podido explorar mais o tema, ou por questões de orçamento, até mesmo pela vastidão do que poderiam tratar... fico no entanto, na expectativa para que este seja um impulsionador para mais enredos aproveitando o tema principal...   


Talvez exista um mundo melhor,
Talvez exista uma outra Terra...
Um outro eu.
Talvez nada seja real,
Talvez tudo seja como as estrelas
Que longe de serem observadas,
Obedecem as civilizações.
Talvez o mundo se cale
Com as descobertas que virão,
Pois, as respostas para tudo
Podem estar num simples fio de cabelo.
Talvez tudo seja parte de um espelho
Que domina todos ângulos
E que se duplica a cada fase,
A cada civilização.
Talvez a eternidade tenha um fim
E um recomeço..
Talvez meu outro eu
Seja uma ilusão,
Uma sensação que fica e dói
Por não saber de onde vem
Talvez seja eu a ilusão
Que sente a dor
Num simples fio de cabelo.
Talvez tudo que eu faça
Não me leva a absolutamente nada.
Mas se o nada não existe...
Bom, talvez tenha surgido
Junto à eternidade
Talvez nem a eternidade seja real
Nem as linhas que aqui se encontram
Nem o nada,
Nem o talvez... talvez.



p.s. Carpe Diem

domingo, 6 de novembro de 2011

o que é o amor...



O que é o Amor? bem...
O Amor não é o que é!
Mas o que pode acontecer quando estás a amar...
O amor não é simplesmente arte...
É a arte da perfeita magia do feitiço bom
Do bom dom de amar sem limites...
Da quebra de regras, de ultrapassar limites...
O Amor e o Amor? O que é!
Não é o que é! Mas o que faz-te sentir...
Amor não é algo que se esconde somente para ti...
É algo que apresenta-se e mostra como estás feliz...
Amor o que é?
É um ponto
É uma vírgula!,
É uma questão! De sentimentos...
Amor é o corpo no corpo...
Alma e desejo
É sonho e aventura...
E o amor o que é ?
É a força maior de um eterno sentimento sem fim,
Amor é flor feita amanhecer...
De sentimentos sem fim
Ao amor que se sente
Almeja
E vê ...
Como se estivesses no espaço
O Que vejo?

Vejo...
Estrelas, nuvens, o Sol
Vejo planetas, anéis, cometas, satélites
Naturais, ou não,
Vejo cores resplandecentes,
Tudo em movimento quântico
Vejo o universo em expansão
Sinto, o perfume mais aprazível
O amor é incrível, sentimento intenso
Daqueles que se precisa aspirar para viver
E, na poeira cósmica
Volto para a minha Terra, na Lactea
Forçado a viver em apenas 3 dimensões
Assim, se faz um conto mágico
Como fazer conhecer algo intangível dentro de um pequeno coração.
Aqui da Terra sinto...
A Lua que pinta o firmamento
A Estrela que dá vida ao momento
O Vento que alisa o pensamento
O Sonho tomado por alimento
Tudo passa…Tudo vai…
O choro inocente de uma criança
O sorriso contagiante do menino
Brincadeiras de ternura na lembrança
A madrugada de abraço ausente
A dor fria num corpo quente
Palavras finas, tinta sem papel
Tudo passa… Tudo vai…
A mão firme que embala o berço
Um céu pintado sem lei nem rumo
O coração que bate sem tempo nem lugar
Tudo passa…tudo vai… tudo é ar…
Um sopro, um pulsar, um acreditar
Um pensamento num sonho a vapor
A vida numa onda de dor e amor...
Simplesmente Ama sem temor,
Pois a vida passa rápido
E tu tens tanto por viver... 






p.s. Carpe Diem

Que Universo é este?


Universo? hum é onde eu vivo... 
Viver? será mesmo...
Que vida é esta que não rege um Universo?
Em que as estrelas brilham mesmo em tempestades
E sem qualquer ponto de equilíbrio,
Pois, o equilíbrio está na gravidade
Que não conseguimos igualar.
As estrelas fixam-se
E o vácuo do universo fica por ali
Talvez envolvendo as estrelas,
Talvez envolvendo-se por si mesmas
Talvez...

Mas o Universo não vagueia entre as estrelas,
Pois, elas são as que deveriam rodeá-lo.
Ou estarem num conjunto
Para todos brilharmos continuamente.
Mas como tornar este brilho uníssono
Se a maior parte do universo só pensa?
Doe a fome, a miséria, a corrupção,
As idéias pequeninas, os orgulhos grandiosos.

Em campos floridos, céus coloridos
Explosões seguidas de vuvuzelas
Ouros, Pratas e Bronzes.

E o vazio do universo fica por ali,
Enraizando-se no interior.
Com seus buracos negros entre os defeitos
Enquanto estrelas pairam pela eternidade.
Vamos observa-las!
Atirar cordas ao alto!
Vamos capturar as estrelas
E mostrar a elas nossos poços
Embebecidos com lama.
Mostrar o nosso brilho!
Queremos constelações sem os devidos desvios!
Erga-se aquele que quer um novo Universo...
Uma melhor forma de vida...





p.s. Carpe Diem